Remédios para esquizofrenia: como agem?

A esquizofrenia é um transtorno mental crônico que não tem cura, mas é possível realizar seu tratamento com o uso de remédios para esquizofrenia.

Segundo a OMS, essa condição afeta cerca de 23 milhões de pessoas no mundo todo. 

Através da avaliação e cuidados adequados, o paciente tem a possibilidade de conviver e lidar com os sintomas desse transtorno.

Continue lendo para saber como funciona a atuação dos remédios para esquizofrenia.

Como agem os remédios para esquizofrenia no organismo?

Alguns fatores são atribuídos como causas da esquizofrenia, entre eles questões genéticas responsáveis pelo desenvolvimento cerebral e a produção de neurotransmissores.

O excesso de dopamina, um neurotransmissor, é uma alteração química comum atrelada ao surgimento de sintomas característicos da esquizofrenia.

Assim, há medicamentos que atuam no organismo bloqueando os receptores dessa substância.

Esses remédios para esquizofrenia são chamados antipsicóticos ou neurolépticos.

Os antipsicóticos mais antigos surgiram já na década de 50, atuando no bloqueio dos receptores de dopamina.

Os mais recentes, que surgiram na década de 90, realizam essa mesma ação, mas com um efeito adicional sobre receptores de serotonina.

Desse modo, além de evitarem o surgimento de sintomas no paciente, também apresentam efeito antidepressivo e auxiliam na estabilização do humor.

A melhora com o uso dos medicamentos pode ser notada desde a primeira semana do tratamento, mas o prazo para que o efeito seja completo é de até 8 semanas. 

Mesmo que o paciente deixe de apresentar sintomas em poucos meses de medicação, o tempo total do tratamento será determinado por um médico e pode durar meses ou anos, variando a cada caso.

Existem efeitos colaterais?

O uso de remédios para a esquizofrenia pode levar a alguns efeitos colaterais, que variam a cada organismo.

Além disso, é comum que surjam ao início do tratamento e desapareçam com o passar do tempo, uma vez que o corpo se adapta ao medicamento.

Alguns efeitos neurológicos incluem tremores, contrações musculares involuntárias, inquietação e ansiedade.

Entre os cardiovasculares, pode ocorrer diminuição da pressão arterial e aumento ou diminuição da frequência cardíaca (taquicardia e bradicardia).

Outros efeitos colaterais incluem alterações na visão, na pele, ganho de peso ou ainda efeitos gastrintestinais como náusea, vômito, diarréia e prisão de ventre.

Diferente do que muitos pensam, os remédios para esquizofrenia não causam dependência no organismo do paciente em tratamento.

Mesmo havendo efeitos colaterais, não se deve interromper o processo por conta própria, mas procurar um médico e solicitar uma avaliação do seu quadro.

Os remédios podem ser ineficazes?

Há casos em que o uso de remédios para esquizofrenia não se mostra uma medida efetiva no tratamento do paciente com o transtorno.

Esse quadro pode ocorrer quando o procedimento não é seguido adequadamente.

Ou seja, se o uso da medicação não é feito regularmente, com doses incorretas ou uso simultâneo de álcool e drogas.

No entanto, também há casos em que mesmo com o cumprimento adequado do tratamento, o organismo do paciente não responde da forma esperada à ação dos antipsicóticos.

Felizmente, é possível recorrer a outras formas de cuidado capazes de trazer qualidade de vida ao doente.

Entre essas medidas, estão incluídas a terapia ocupacional e a psicoterapia.

O objetivo dessas práticas é promover atividades terapêuticas nas quais o paciente possa trabalhar aspectos cognitivos e sociais, auxiliando na preparação da pessoa para viver em sociedade e estabelecer relações interpessoais. 

Outra medida que pode ser tomada é a internação, quando necessária. 

Essa pode ser uma solução para momentos de crise ou recaídas, pois durante a internação o paciente será acompanhado por profissionais capacitados para ajudá-lo a qualquer momento. 

Após entender como funcionam os remédios para essa condição, continue por aqui e entenda quais as consequências da esquizofrenia não tratada.

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